

REFORMED ANGLICAN CHURCH OF BRAZIL

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HISTÓRIA DA IARB
(2005 - 2025)
Conheça a Nossa trajetória
Primeiro o liberalismo moderno, depois com o liberalismo pós-moderno, revisionista, com um discurso e prática radicalizados em favor de uma inclusividade e de uma diversidade ilimitada, em matéria de doutrina e de moral, negando a autoridade normativa das Sagradas Escrituras, a unicidade de Jesus Cristo como Salvador (solus Christus), e a própria existência da verdade, abriram caminho para todo vento de doutrina e práticas estranhas às Sagradas Escrituras, a Tradição Apostólica e a fé reformada. Na virada do século o ramo mais antigo do anglicanismo no Brasil sofreu conflitos internos semelhantes àqueles ocorridos na Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América, opondo fiéis liberais e ortodoxos ou modernos e tradicionais. Assim, surgiram igrejas anglicanas independentes também no Brasil. O anglicanismo brasileiro sofre um fenômeno de fratura assim como os demais sistemas eclesiais cristãos. Os primeiros cismas dentro do anglicanismo brasileiro acontecem entre os anos de 2002 e 2005.
IARB
Foi diante desse cenário desafiador que nasceu a Igreja Anglicana Reformada do Brasil em 2005, como uma paróquia autônoma em Bragança Paulista - SP, sob a liderança do Bispo Francisco Buzzo Rodrigues.
Em outubro de 2009, aconteceu o primeiro Sínodo, quando a IARB se estabeleceu como uma igreja nacional e iniciou a abertura de congregações locais no território brasileiro.
Em abril de 2012, o bispo Francisco Buzzo (por problemas de saúde), tornou-se bispo emérito, sendo eleito em seu lugar Josep Rossello, como o novo bispo primaz da IARB. Nos anos seguintes, a denominação se uniu à Igreja Livre da Inglaterra, tornando-se Paróquia desta.
No ano de 2021, a IARB separou-se da Igreja Livre da Inglaterra, voltando a funcionar como denominação independente. No mesmo ano dois novos bispos foram sagrados, os reverendíssimos +Diógenes Monteiro da Silva e +Magnael de Andrade ambos ficaram como bispos missionários do nordeste.
Em 2023, completado o tempo canônico de aposentadoria dos clérigos por idade, o Bispo Francisco Buzzo renunciou à Primazia da Igreja voltando a condição de Bispo Emérito enquanto continua pastoreando a Paróquia do Ressuscitado em Bragança Paulista-SP.
Como seu sucessor, a Câmara dos Bispos elegeu o novo Primaz da IARB Bispo Diógenes Monteiro da Silva. Desde que assumiu como Primaz, o Bispo Diógenes têm trabalhado incansavelmente para revitalizar a Igreja, reformar o clero, reestruturar o seminário, munir de documentação a Diocese e acolher vocacionados ao Ministério Pastoral, mentoreando os plantadores das futuras Igrejas Anglicanas Reformadas no Brasil.
Em 2024 aconteceu o Primeiro Sínodo extraordinário após a eleição do novo Primaz. Nesse sínodo foram aprovados os novos Cânones Gerais da IARB.
Em 2025 aconteceu o segundo Sínodo (Ordinário e presencial) em Santa Cruz do Capibaribe. Dentre as mais importantes resoluções desse Sínodo está a criação a Diocese Missionária da IARB para o território do Nordeste do Brasil. Também foi eleito o Conselho Diocesano, a diretoria do Seminário Ryle, além de ordenações, confirmações e instituição de ministros leigos.
Cremos que a história da IARB está apenas começando e há muito o que fazer pelo Brasil, junte-se a nós e ajude-nos a escrever esse novo capítulo da nossa história.

Bispo fundador da IARB Revmo. Francisco Buzzo (est.2005)

Câmara dos Bispos - Sagração do Bispo Diógenes (2021)

Sagração do Bispo Diógenes e estabelecimento da IARB em Pernambuco (2021)

Sínodo Diocesano 2025


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NOSSA IDENTIDADE - CONFESSIONALIDADE
A IGREJA ANGLICANA REFORMADA DO BRASIL está arraigada na rica tradição Católica e Reformada. Católica porque que ela não surgiu no Século XVI nem se perdeu na história. É católica porque essa é a expressão da Igreja una, santa, καθολικός (katholikos) e Apostólica de Cristo, a igreja de todos os tempos e lugares (universal). Também somos Reformados, e quando dizemos reformados, estamos a dizer que fazemos parte do movimento da Reforma Protestante do século XVI. Bebemos da fonte de grandes teólogos desse movimento, a exemplo de Lutero, Ulrico Zuínglio, Heinrich Bullinger, João Calvino, Peter Vermigli, Martin Buccer e tantos outro. Esses grandes teólogos influenciaram substancialmente os reformadores ingleses que consequentemente influenciou nos nossos formulários doutrinários a saber: Os Trinta e Nove Artigos de 1571, o Livro de Oração Comum de 1552/1662 e os Dois Livros das Homilias de 1571. Bebendo dos muitos reformadores continentais, assim como o calvinismo e zwinglianismo o anglicanismo no final no século 17 se consolidou como mais uma corrente dentro do espectro reformado, integrando assim, a família das igrejas reformadas.
A Bíblia, o Antigo e Novo Testamento é o crivo autoritativo no qual obtemos toda a sã doutrina, e é suficiente em todas as coisas correlacionadas a salvação do Homem. Compreendendo que a Bíblia é a irrefutável e inerrante Palavra de Deus (Sola Scriptura), temos um compromisso confessional com a herança reformada inglesa dos séculos 16 e 17, onde homens como Thomas Cranmer, Nicholas Ridley, Hugh Latimer, Mathew Packer, John Jewel, Richard Hooker e tantos outros na era Eduardiana e Elizabetana trabalharam arduamente para que o anglicanismo tivesse em sua identidade doutrinária um caráter protestante e reformado. Rechaçamos o papismo/romanismo e as doutrinas advindas da reforma radical que em vão acredita que a igreja de Cristo começou a 500 anos atrás.
CONFESIONALIDADE
Quais são os documentos confessionais da Igreja Anglicana Reformada do Brasil?
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O Livro de Oração Comum - 1552/1662 (LOC)
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O Livro das Homilias - 1571
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Os Trinta e Nove Artigos da Religião - 1571
Reconhecemos também...
O breve resumo da fé anglicana exposta no Quadrilátero de Lamberth - 1888
1. As Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, como “contendo todas as coisas necessárias para a salvação”, e como sendo a regra e o padrão final de fé.
2. O Credo dos Apóstolos, como o Símbolo Batismal, e o Credo Niceno, como suficiente declaração da fé Cristã.
3. Os dois Sacramentos ordenados pelo próprio Cristo – o Batismo e a Ceia do Senhor – administrados pelo uso regular das palavras de Cristo que os instituiu e dos elementos por Ele ordenados.
4. O Episcopado Histórico, adaptado localmente nos métodos de sua administração para as variadas necessidades das nações e povos chamados por Deus na Unidade de Sua Igreja.
Somos uma igreja comprometida com a verdade que é as Escrituras Sagradas, observando-a através da tradição cristã, por intermédio da razão fazendo-nos assim autenticamente evangélicos dentro de nossa teologia e prática pública.
REFORMADOS
Somos fielmente reformados, pois compreendemos que a reforma foi um reacender das antigas doutrinas da graça recolocando a bíblia no seu devido lugar que é centro da vida da igreja, e esse momento foi e ainda é importante hoje, principalmente por reafirmar o consenso dos santos Pais da Igreja no que cerne a interpretação e seus ensinamentos e doutrinas inegavelmente bíblicas.
The Five Solas
Os Cinco Solas da Reforma Protestante, também conhecidos como "as cinco solas," são cinco princípios fundamentais que sintetizam a mensagem da Reforma Protestante. São eles: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria. Em português, significam, respectivamente: Somente a Escritura, Somente a Fé, Somente a Graça, Somente Cristo e Glória Somente a Deus.
Elaboração:
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1. Sola Scriptura (Somente a Escritura):
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A Bíblia é a autoridade suprema em matéria de fé e prática cristã. O conceito central é que a palavra de Deus, como revelada nas Escrituras, é a fonte definitiva para a vida cristã.
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2. Sola Fide (Somente a Fé):
A salvação é alcançada apenas pela fé em Jesus Cristo, e não por meio de obras ou merecimentos. A fé é vista como um dom de Deus, que permite que as pessoas aceitem a graça de Deus.
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3. Sola Gratia (Somente a Graça):
A salvação é um presente gratuito de Deus, oferecido pela sua graça. A graça é o favor imerecido de Deus, que nos permite alcançar a salvação.
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4. Solus Christus (Somente Cristo):
Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, e a salvação só é encontrada através dele. Cristo é o centro da fé cristã, e a salvação é alcançada por meio do seu sacrifício na cruz.
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5. Soli Deo Gloria (Glória Somente a Deus):
Toda a glória pertence a Deus, e todas as coisas devem ser feitas para a sua glória. A vida cristã deve ser vivenciada com o foco em Deus e na sua glória.
Em resumo, os Cinco Solas da Reforma defendem que a salvação é um ato da graça de Deus, que acontece por meio da fé em Jesus Cristo, como revelado na Bíblia, e que a glória deve ser dada somente a Deus.
SEXUALIDADE HUMANA
A Igreja Anglicana Reformada entende o casamento como como um pacto livre, consciente e solene, de sentimento e compromisso mutuo, vivido, necessariamente, entre um homem e uma mulher, e o que vá além disso consideramos “anátema”. (Cânon Diocesano 33.Art.1°).
O matrimônio para os cristãos não é um fim em si mesmo. Em Mateus 19, Jesus está citado Gênesis 2, “por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. Depois, Jesus ainda acrescentou, no versículo 6, “o que Deus uniu, ninguém separe”.
Poderíamos traçar também um breve panorama sobre como o casamento aparece como ilustração de algo maior na Bíblia, desde Isaías, Oséias, e relatos nos Evangelhos, todos apontando pequenos vislumbres do que Ele pretendia mostrar: a beleza de homens e mulheres se ajuntando, em uma perfeita união, para adorá-lo e servi-lo. E essa união aponta para aquela que teremos um dia com Cristo! Então, desde o início, precisamos entender: Deus criou o casamento para simbolizar a união entre Cristo e a igreja.
A Conferência de Lambeth em 1998, que reúne todos os bispos anglicanos a cada dez anos, recomendou que as igrejas anglicanas lutassem contra todas as forças e pressões que destroem a integridade do matrimônio e da vida familiar. Os bispos reunidos em Cantuária lembraram que as congregações locais têm uma grande responsabilidade na preservação da compreensão cristã do matrimônio e da vida familiar. A fidelidade no casamento entre um homem e uma mulher deve durar por toda a vida, embora a abstinência e o celibato sejam um direito daqueles que não se sentem chamados para o casamento. Nisto permanecemos.
